Frases de Andrew Macarthy
No livro "Minhas memórias com prostitutas e religiosas"

As pessoas sempre espera muita coisa de mim.
"Estou acabando aqui uma obra literária que pode ser a primeira de um novo ser. A ciência tentara explicar, os religiosos tentarão me colocar no fogo do inferno e os céticos continuarão dizendo que tudo é fruto da imaginação de alguém e que na verdade eu nem existo. Alguns, até me adorarão, irão me transformar em um Deus e toda a semana vão se reunir e repetirão frases escritas aqui até o fim de suas vidas. E haverá um elo entre eles quando forem prostituir meu nome e minha vida em troca de ouro, comida e sexo".
Quando terminei os textos que estão nessa obra, o primeiro título que me veio à mente foi “textos idiotas para te fazer pensar”, mas na última hora fiquei com medo que as pessoas comprassem achando se tratar de um livro de auto-ajuda ou de um filósofo moderno ou até mesmo dessas celebridades genéricas que fazem biografias depois de dois ou três anos fazendo coisa alguma que preste, então corri contra o tempo e vasculhei até nas minhas bulas de remédios faixa-preta a inspiração. O novo título veio do fato de minhas histórias falarem do cotidiano das pessoas, que cometem erros e acertos, são boas e más e usei duas palavras que poderiam sintetizar isso. Claro que se eu nomeasse como “Entre o bem e o mal”, por exemplo, talvez fosse bem mais fácil de entender e interpretar, mas não seria tão atraente e divertido. E nas entrelinhas fica nebulosa e imperceptível a idéia de que eu posso ter passado tanto tempo com prostitutas quanto com religiosas.
Sou um amante do cinema e nunca me vi lançando um livro, mas com as facilidades que estão surgindo e com a chance de lançar mundo a fora sem muitos custos tive de repensar e compilar meus pequenos textos. Não tenho formação alguma e não ligo tanto para o fato de eu não ter concluído nem o primeiro grau, mas se eu já sei a diferença entre vogal e consoante e faço uso às
vezes de vírgulas e ponto final, dizem que é assim basicamente que surge uma obra literária.
Nas semanas em que me dispus a juntar os textos e pensar na capa e contra capa, foram particularmente terríveis, senti-me sendo tragado para debaixo de um abismo, num mundo onde não existia o ar para espirar e a dor no peito era tanta que nem podia soluçar com medo dessa dor me consumir, fiquei muitos dias sem poder escrever nem pensar e minha mente estava momentaneamente gaguejando com imagens trepidantes e desconexas.
Tudo é o medo do sucesso
Pois vivo do eterno fracasso
Serei aspergido pelos louros?
Viverei noites de orgias e láureas?
Nunca mais o pão seco
Nunca mais viver na seca
Sim, minha mente é pornográfica
E quero que se foda o civilizado
Se eu não puder fazer parte
Tudo isso me deixou de pênis ereto
Seja sincero, isso sim que é arte.
Enquanto meu sonho de ser roteirista de cinema não se realiza vou vivendo a fantasia de ser chamado de escritor de uma obra literária, “minhas memórias com prostitutas e religiosas”, tende a ser divertido, despretensioso e se você entender minhas piadas então virará seu livro de cabeceira, ou será usado no banheiro naqueles dias que o papel higiênico estiver em falta.
Andrew Macarthy
Em jardins de lírios podres
Anjos tristes esperam o fim
É sangue, é lagrima e dor
De um só se fez dois corações
Separados pelo tempo
É maldita
À distância
Nunca mais te tocar
Mas seu corpo é o frio do inverno
E o meu é o fogo do inferno
E num antro de corpos ardentes
O meu está a se transformar
Em sangue, pus e excrementos
Dói de ver Tudo assim
Anjos tristes esperam o fim
Foi-se a paz
O sereno
Num instante
Nunca mais nunca mais
Gozar a alva dada no sombrio do ritual
Antros podres formam o límpido querer
As amarras não seguram o amor
Mas a opressão é jaula fria
E as contradições do meu amor
Fazem do meu dia
Está nota fúnebre
Tocada incessantemente
Por anjos tristes esperando o final
“You must tell me
Now how can’t I die peace? “
O meu espólio é a solidão
São passos cegos
E eu em meio à escuridão
Da luxuosa lutuosa
Nos jornais da manhã
Sem retrato e sem perfil
E sem histórias pra contar
Nunca mais, nunca mais
Nunca mais, nunca mais
Compre no 