Frases de Andrew Macarthy

No livro "Minhas memórias com prostitutas e religiosas" 

As pessoas sempre espera muita coisa de mim.

"Estou acabando aqui uma obra literária que pode ser a primeira de um novo ser. A ciência tentara explicar, os religiosos  tentarão me colocar no fogo do inferno e os céticos continuarão dizendo que tudo é fruto da imaginação de alguém e que na verdade eu nem existo. Alguns, até me adorarão, irão me transformar em um Deus e toda a semana vão se reunir e repetirão frases escritas aqui até o fim de suas vidas. E haverá um elo entre eles quando forem prostituir meu nome e minha vida em troca de ouro, comida e sexo".

 

 

"Bárbara"
"Com Toques desajeitados, e um aroma putrefato, que lhe vêm e é absorvido involuntariamente por narinas perfeitas, naturais. Uma penetração indesejada, seca com gemidos hipócritas e um orgasmo fictício. E em pouco tempo um esfolo e outro sorriso de um cliente satisfeito."
 

 "Woody Allen é catarinense"
"Um sujeito franzino de óculos recitando frases filosóficas, pelado igual todo o elenco, estaria no dilema entre matar a gostosa pra depois come La numa necrofilia socrática ou comer a gostosa e colocar sua bunda grande de sobremesa para os convidados que estariam falando num sotaque tipicamente do meio oeste catarinense e recitando o poema carpem diem de Horacio".
 
 
 
 
 

Quando terminei os textos que estão nessa obra, o primeiro título que me veio à mente foi “textos idiotas para te fazer pensar”, mas na última hora fiquei com medo que as pessoas comprassem achando se tratar de um livro de auto-ajuda ou de um filósofo moderno ou até mesmo dessas celebridades genéricas que fazem biografias depois de dois ou três anos fazendo coisa alguma que preste, então corri contra o tempo e vasculhei até nas minhas bulas de remédios faixa-preta a inspiração. O novo título veio do fato de minhas histórias falarem do cotidiano das pessoas, que cometem erros e acertos, são boas e más e usei duas palavras que poderiam sintetizar isso. Claro que se eu nomeasse como “Entre o bem e o mal”, por exemplo, talvez fosse bem mais fácil de entender e interpretar, mas não seria tão atraente e divertido. E nas entrelinhas fica nebulosa e imperceptível a idéia de que eu posso ter passado tanto tempo com prostitutas quanto com religiosas.

Sou um amante do cinema e nunca me vi lançando um livro, mas com as facilidades que estão surgindo e com a chance de lançar mundo a fora sem muitos custos tive de repensar e compilar meus pequenos textos. Não tenho formação alguma e não ligo tanto para o fato de eu não ter concluído nem o primeiro grau, mas se eu já sei a diferença entre vogal e consoante e faço uso às

vezes de vírgulas e ponto final, dizem que é assim basicamente que surge uma obra literária.

Nas semanas em que me dispus a juntar os textos e pensar na capa e contra capa, foram particularmente terríveis, senti-me sendo tragado para debaixo de um abismo, num mundo onde não existia o ar para espirar e a dor no peito era tanta que nem podia soluçar com medo dessa dor me consumir, fiquei muitos dias sem poder escrever nem pensar e minha mente estava momentaneamente gaguejando com imagens trepidantes e desconexas.

Tudo é o medo do sucesso

Pois vivo do eterno fracasso

Serei aspergido pelos louros?

Viverei noites de orgias e láureas?

Nunca mais o pão seco

Nunca mais viver na seca

Sim, minha mente é pornográfica

E quero que se foda o civilizado

Se eu não puder fazer parte

Tudo isso me deixou de pênis ereto

Seja sincero, isso sim que é arte.

Enquanto meu sonho de ser roteirista de cinema não se realiza vou vivendo a fantasia de ser chamado de escritor de uma obra literária, “minhas memórias com prostitutas e religiosas”, tende a ser divertido, despretensioso e se você entender minhas piadas então virará seu livro de cabeceira, ou será usado no banheiro naqueles dias que o papel higiênico estiver em falta.

Andrew Macarthy

 
 
 Frases de Andrew Macarthy no livro "Cada gota de sangue"
 
 Compre no Agbook ou no Clube de autores                                                                                                                                   Os anjos

Em jardins de lírios podres

Anjos tristes esperam o fim

É sangue, é lagrima e dor

De um só se fez dois corações

Separados pelo tempo

É maldita

À distância

Nunca mais te tocar

Mas seu corpo é o frio do inverno

E o meu é o fogo do inferno

E num antro de corpos ardentes

O meu está a se transformar

Em sangue, pus e excrementos

Dói de ver Tudo assim

Anjos tristes esperam o fim

Foi-se a paz

O sereno

Num instante

Nunca mais nunca mais

Gozar a alva dada no sombrio do ritual

Antros podres formam o límpido querer

As amarras não seguram o amor

Mas a opressão é jaula fria

E as contradições do meu amor

 Fazem do meu dia

Está nota fúnebre

Tocada incessantemente

Por anjos tristes esperando o final

 

“You must tell me

Now how can’t I die peace?

 

O meu espólio é a solidão

São passos cegos

E eu em meio à escuridão

Da luxuosa lutuosa

Nos jornais da manhã

Sem retrato e sem perfil

E sem histórias pra contar

Nunca mais, nunca mais

Nunca mais, nunca mais